De acordo com o G1 Economia, dados do Banco Central indicam que as empresas estatais federais registraram gastos superiores às suas receitas em R$ 8,5 bilhões no acumulado até setembro. Trata-se do pior resultado fiscal para a faixa temporal desde o início do levantamento histórico em 2002, ultrapassando os recordes negativos anuais prévios.
A metodologia aplicada pelo BC exclui Petrobras, Eletrobras e instituições financeiras, abrangendo corporações como Correios, Infraero, Dataprev e Serpro. O cenário deficitário é fortemente impulsionado pela situação dos Correios, que acumulou perdas de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre e acumula quinze trimestres consecutivos de resultados no vermelho.
O governo projeta no planejamento orçamentário que essas estatais permaneçam em deficit até 2030. Paralelamente, análises da Instituição Fiscal Independente apontam que a deterioração das finanças de parte expressiva dessas companhias representa riscos fiscais crescentes ao Tesouro Nacional.
