A representação legal de Lisa Cook, integrante da diretoria do Federal Reserve, questionou a lisura e a isenção de uma investigação instaurada pelo governo Donald Trump. De acordo com informações divulgadas pelo portal ZeroHedge, a Casa Branca formou um comitê para averiguar suspeitas de que a dirigente teria prestado declarações inverídicas relacionadas a contratos de financiamento imobiliário, passo que antecederia uma eventual recomendação de exoneração.
Em correspondência remetida à assessoria jurídica presidencial, o advogado da diretora argumentou que membros indicados para a apuração já manifestaram publicamente opiniões favoráveis ao afastamento de Cook, o que comprometeria a neutralidade do procedimento e violaria a preservação institucional da autoridade monetária. A defesa também apontou inviabilidade na data sugerida para o depoimento presencial, prevista para o início de novembro, em razão de compromissos internacionais e reuniões decisórias do banco central.
A movimentação ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos vetar uma tentativa anterior de desligamento sumário, determinando que qualquer ato de destituição assegure notificação formal e direito de manifestação. Em resposta, porta-vozes do Executivo sustentam que as normas legais vigentes respaldam a apuração de condutas de conselheiros por justa causa e afirmam que o comitê garantirá acesso integral às provas e espaço para a apresentação de argumentos defensivos.
Fonte: ZeroHedge · 15/10/2026
