Segundo informações publicadas pelo G1, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, expediu uma ordem para indisponibilizar até seis bilhões de reais do advogado Willer Tomaz. A deliberação abrange também o levantamento de informações bancárias da empresa Alcazar Holdings, a retenção de documentos de viagem do investigado e a paralisação das atividades econômicas de seus empreendimentos. O procedimento investigativo apura possíveis atos de lavagem de recursos e aponta registros de que o senador Flávio Bolsonaro constava como usuário com acesso amplo a uma conta vinculada ao grupo empresarial.
De acordo com a apuração policial citada pelo tribunal, o cadastramento de acesso concederia prerrogativas operacionais relevantes, além de haver registros de convívio social e custeio de deslocamentos entre os envolvidos. As medidas cautelares foram justificadas sob o argumento de risco à coleta de elementos probatórios após a ida de Tomaz ao exterior, diante de desdobramentos de operação sobre fraudes previdenciárias.
A defesa do advogado, conforme registrado na reportagem, declarou que as decisões são desmedidas e configuram sanção prévia sem condenação. Os representantes sustentaram que as alegações sobre o controle do senador na conta são inverídicas e afirmaram a inexistência de relação entre o investigado e fraudes ou movimentações conjuntas de valores.
