O mercado financeiro volta a discutir a possibilidade de esgotamento no ciclo de aportes maciços em inteligência artificial, segundo a Fortune. Preocupações anteriores que envolveram recordes de avaliação da Nvidia, o impacto do modelo chinês DeepSeek e tensões geopolíticas foram superadas por sucessivos recordes acionários. Contudo, a recente retração nos papéis e o encarecimento da proteção contra calote da operadora de computação em nuvem CoreWeave reacenderam o ceticismo em relação ao retorno sobre o capital investido.
Estrategistas como Dan Greenhaus, da Solus Alternative Asset Management, ponderam que sinais pontuais de estresse vêm sendo interpretados repetidamente como prenúncios de queda sem interromper o avanço do setor mais amplo, embora o encarecimento dos juros aumente a vulnerabilidade de modelos mais alavancados. Em contrapartida, as lideranças da CoreWeave e da própria Nvidia afirmam que a demanda segue firme e minimizam a necessidade de suporte financeiro extraordinário.
Por outro lado, projeções da consultoria Gartner citadas na reportagem indicam riscos financeiros expressivos no horizonte. Conforme o levantamento, os gestores de centros de processamento necessitariam de receitas acumuladas de 8,5 trilhões de dólares até 2030 para cobrir gastos operacionais e assegurar retorno adequado, patamar distante dos 3,6 trilhões projetados, o que deixaria mais de 4 trilhões de dólares em ativos sob risco de desvalorização.
Fonte: Fortune · 17/10/2026
