Conforme informado pelo TheStreet, o valor médio para transportar um barril de petróleo cru ultrapassou o patamar de vinte dólares, registrando uma multiplicação expressiva em relação aos três dólares verificados há um ano. Uma análise elaborada pelo setor de commodities do Goldman Sachs destaca que a instabilidade na região do Estreito de Ormuz é a causa central desse movimento, visto que episódios de ataques a petroleiros elevaram consideravelmente as despesas com seguros marítimos e pagamento de tripulações.

Além do risco de conflito, a extensão das rotas marítimas decorrente de transferências de carga em alto-mar ampliou o tempo de viagem dos navios para vinte e três dias, gerando custos adicionais associados ao encarecimento do combustível náutico. A instituição financeira ressaltou que refinarias do continente asiático enfrentam as maiores dificuldades para absorver esses aumentos de frete em decorrência da alta dependência de suprimentos transportados por longas distâncias.