A reunião de líderes da União Europeia em Bruxelas, planejada inicialmente para tratar da contenção dos preços de energia no continente, foi marcada por um debate tenso de três horas a respeito da taxação de emissões de carbono sobre o transporte e o aquecimento de edifícios. De acordo com informações apuradas pelo Politico, governos de nações como Itália, Polônia, República Tcheca e Hungria tentaram adiar em dois anos a implementação do sistema ETS2, já aprovado para vigorar a partir de 2028, enquanto a Estônia defendeu a anulação completa da medida.

A exigência de adiamento acabou rechaçada pela maior parte dos membros do bloco. Conforme relataram diplomatas europeus à publicação, nações nórdicas, Holanda, França e Alemanha mantiveram posição contrária a alterar o calendário estabelecido. O atrito evidenciou a resistência crescente de lideranças de direita, que apontam que a agenda ambiental do bloco pressiona o custo de vida e os gastos energéticos dos domicílios.

Além da disputa pelo ETS2, a contestação também atinge a reforma do sistema tradicional de precificação de emissões industriais e de usinas elétricas, alvo de críticas crescentes articuladas por Roma e Varsóvia. A reportagem do Politico aponta ainda que, embora os governos de Paris e Berlim tenham defendido a regulação, ambos enfrentam tensões internas decorrentes do avanço eleitoral de legendas de direita que questionam a burocracia climática europeia e seus custos financeiros.

Fonte: Politico Europe · 15/10/2026