Mesmo com a entrada de 4,08 milhões de fardos de algodão nas instalações de descaroçamento até a metade de outubro, o setor têxtil do Paquistão lida com um momento crítico de paralisação industrial. Segundo o jornal Dawn, representantes da cadeia produtiva contabilizam a interrupção de aproximadamente quinhentas usinas de beneficiamento, mais de cento e cinquenta fábricas têxteis e a inatividade de quase metade dos teares mecânicos locais.

Lideranças setoriais explicam que os entraves decorrem do encarecimento dos custos operacionais e de irregularidades em um mecanismo de incentivo fiscal voltado à reexportação. Sob esse regime, insumos sintéticos importados estariam sendo comercializados internamente em vez de serem reenviados ao exterior, gerando concorrência desvantajosa para as manufaturas locais que arcam com tributos internos.

Especialistas agrícolas alertam ainda que os resultados da cultura devem levar em consideração o retorno financeiro do agricultor e não apenas o montante entregue. Paralelamente, agentes de mercado demandam do poder público mecanismos formais de suporte a preços e fiscalizações contra o comércio não documentado para evitar a redução de área plantada em temporadas posteriores.

Fonte: Dawn (Paquistão) · 19/10/2026