Informações publicadas pelo JOTA destacam que o crescimento da bancada de direita no Senado, que atingiu 50 parlamentares para a próxima legislatura, estabelece uma conjuntura adversa para as indicações presidenciais em um eventual novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. A publicação lembra que o plenário rejeitou recentemente a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, algo que não ocorria na Casa legislativa há mais de um século.

O obstáculo institucional se estende para além do tribunal constitucional e atinge postos regulatórios e de fiscalização da administração pública. A Comissão de Valores Mobiliários apresenta vacância diretiva pendente de avaliação de sabatina para Antônio Carlos Berwanger, ao passo que o tribunal administrativo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica permanece operando com quantidade reduzida de conselheiros após o represamento de indicações em meio ao distanciamento entre o Planalto e os senadores.

Especialistas consultados pelo portal indicam que o cenário deve forçar o governo a buscar personalidades mais consensuais e menos ligadas a convicções políticas do chefe do Executivo. A reportagem recorda que, durante evento partidário, o próprio presidente manifestou descontentamento com o estreitamento da autonomia em indicar nomes para agências, conselhos e tribunais superiores.