Conforme reportado pelo TheStreet, o preço do ouro à vista encerrou a semana cotado a cerca de US$ 3.995,80 por onça, caindo abaixo da barreira dos US$ 4.000 após registrar mínimas de US$ 3.975,64. O recuo semanal em torno de 4% ampliou as perdas para aproximadamente 29% em relação ao pico de US$ 5.595 atingido em janeiro. O movimento coincidiu com a fraqueza nas ações de tecnologia e nos índices de Wall Street, num momento em que a alta no preço do petróleo gerou novas preocupações com a inflação e a perspectiva de juros elevados reduziu o apelo do metal precioso.
A quebra desse limite gerou divergências entre analistas de mercado citados pelo veículo. Estrategistas do Bank of America apontam que o suporte técnico relevante se encontra em US$ 3.943 e que uma perda desse nível pode estender a correção em direção a US$ 3.700. Em contrapartida, instituições como o UBS e o Goldman Sachs mantêm projeções de longo prazo em US$ 5.400 para 2027, ao mesmo tempo em que dados do Conselho Mundial do Ouro mostram que os fundos lastreados no metal mantiveram ingressos significativos no último trimestre.
