O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu provisoriamente a ordem emitida pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, reabilitando as atividades do canal de WhatsApp "Exército do Lula". A medida atendeu anteriormente a um pedido da campanha do senador e candidato presidencial Flávio Bolsonaro, sob alegação de replicação de conteúdos inverídicos. Segundo o G1, o canal conta com mais de 3 milhões de participantes e é administrado pelo deputado André Janones.
Ao fundamentar a decisão, Cueva destacou a necessidade de garantir a liberdade de expressão e apontou que a suspensão total do meio comunicativo representou uma medida extrema antes do encerramento da instrução probatória. Ele frisou que a Presidência do TSE deve atuar em harmonia com as competências jurisdicionais do colegiado e ponderou que os documentos apresentados pela campanha adversária não comprovavam a ilicitude integral das mensagens.
Apesar da liberação do canal, o corregedor manteve a proibição estrita de veiculação de dados previamente rotulados como falsos pelo tribunal, sob risco de nova interrupção do serviço. O mérito da ação e a validade da determinação caberão a uma análise final do plenário da corte eleitoral.
Fonte: G1 Política · 11/10/2026
