O Governo Central apurou superavit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro de 2026, contrapondo o saldo deficitário de R$ 14,4 bilhões registrado em setembro de 2025. Conforme publicação do Poder360 com base em dados do Tesouro Nacional, o resultado mensal superou as previsões do mercado apuradas pelo Prisma Fiscal, que projetavam saldo negativo de R$ 7,5 bilhões.

O desempenho favorável no mês foi sustentado pelo crescimento real de 13,6% na receita líquida, impulsionado por maiores recolhimentos no Imposto de Renda das empresas, devoluções judiciais de precatórios e arrecadação sobre exploração e exportação de petróleo. A exploração mineral teve salto real de 71,9% perante o ano anterior, beneficiada pelas cotações internacionais de óleo e pela atuação da Pré-Sal Petróleo S.A. Simultaneamente, as despesas discricionárias sofreram recuo real de 37,8% em áreas como Saúde e Administração.

Mesmo com o saldo positivo em setembro, o balanço de janeiro a setembro totaliza um deficit de R$ 90,2 bilhões. Entre as principais pressões nas despesas figuram o regime previdenciário e os créditos extraordinários, que destinaram recursos significativos a subvenções de combustíveis para amortecer efeitos de tensões no Oriente Médio.