Em análise veiculada em seu espaço no Substack e divulgada pelo Jornal GGN, o economista Paul Krugman advertiu que o acúmulo desmedido de capital por uma parcela ínfima de super-ricos ameaça o regime democrático. Ele apontou o empresário Elon Musk como demonstração de como fortunas elevadas podem ser convertidas em influência política e controle sobre o fluxo de debates públicos, ressaltando o peso desproporcional dessa elite em comparação ao restante da sociedade.

Para fundamentar o diagnóstico, Krugman indicou dados do projeto Realtime Inequality demonstrando que a fração do patrimônio norte-americano detida pelo 1% mais rico subiu de 23,2% em 1979 para 38,3% nos últimos anos, concentrando-se fortemente no estrato superior de 0,01%. Além disso, citou pesquisa do The New York Times indicando que 300 bilionários responderam por 19% dos valores doados a campanhas federais em 2024, além de mencionar aportes financeiros direcionados ao pleito legislativo de 2026.

O economista enfatizou ainda que o domínio sobre plataformas digitais, como a rede social X, potencializa o poder político desse grupo ao viabilizar a propagação de conteúdos conservadores e o ataque a adversários partidários. Krugman concluiu que mitigar a disparidade extrema de riqueza é um passo fundamental para evitar que a concentração de renda se transforme no controle do sistema político e das instituições por uma minoria financeira.

Fonte: Jornal GGN · 14/10/2026