Conforme informações do The Guardian Business, famílias quilombolas que vivem nas florestas do Pará têm reagido a sucessivos processos de perda de território. Um dos moradores, Josias Dias dos Santos, relata que essas populações tradicionais já enfrentavam deslocamentos históricos causados por madeireiros, pecuaristas e mineradores, mas viram o quadro se intensificar com o avanço da cultura de palma.

O periódico afirma que companhias voltadas à produção de biocombustíveis e ao atendimento do mercado internacional têm ampliado suas reivindicações sobre áreas ocupadas pelos quilombolas nas últimas duas décadas. O texto indica também que essas empresas contam com incentivos do governo federal brasileiro para atuar na região, apontada como o estado que mais sofre com o desmatamento no país.