De acordo com registros do Banco Central noticiados pela Revista Oeste, o Brasil retornou à condição de devedor externo líquido em junho, rompendo um período de 19 anos de saldo favorável. Naquele mês, a dívida externa atingiu US$ 407,1 bilhões e ultrapassou as reservas internacionais, que registraram US$ 402 bilhões, estabelecendo uma defasagem de US$ 5,1 bilhões.
A mudança no quadro decorre do ritmo mais veloz de endividamento em contraste com a evolução das reservas, somado à saída de recursos para cobrir déficits em transações correntes. Conforme aponta a matéria, intervenções cambiais e oscilações do real limitaram a expansão das reservas, enquanto a folga gerada pelos aportes de investimento estrangeiro direto diminuiu gradualmente no período recente.
Apesar da inversão, a cobertura das reservas permanece mais de três vezes superior aos compromissos de curto prazo, patamar avaliado como confortável pelo Tesouro Nacional. O órgão planeja ampliar a proporção de títulos públicos federais denominados em moedas internacionais, considerando emissões em euros e yuans.
