A Confederação Nacional da Indústria reduziu sua estimativa de crescimento do PIB brasileiro em 2026 de 2% para 1,6%, conforme informações do Informe Conjuntural divulgado pela Agência Brasil Economia. A entidade apontou que a alteração decorre das previsões de menor dinamismo na indústria de transformação e no segmento de serviços, sob influência de taxas elevadas de juros e do arrefecimento da demanda doméstica.
De acordo com os dados apresentados, a indústria em geral teve a perspectiva reduzida para 1,3%, puxada pela contração prevista de 0,7% na indústria de transformação. Por outro lado, a agropecuária teve sua taxa elevada para 2,5%, amparada pelas expectativas da safra de milho. No comércio externo, a CNI estima um superávit comercial de US$ 77,3 bilhões, com US$ 386,7 bilhões em exportações e US$ 309,4 bilhões em importações.
Em relação aos indicadores macroeconômicos, o relatório projeta inflação medida pelo IPCA em 5,15% ao fim do ano e a taxa Selic finalizando 2026 em 13,25%. O levantamento também indica projeção de déficit primário de R$ 54,6 bilhões para as contas públicas federais e dívida bruta alcançando 83,7% do produto interno bruto.
