A Confederação Nacional da Indústria enviou carta aos ministros da Fazenda e do Desenvolvimento nesta quarta-feira. Documento solicita adiamento da entrada em vigor da reforma tributária prevista para janeiro de 2027. Outros setores, incluindo serviços e a Ordem dos Advogados do Brasil, veem sua pressão reforçada pela demanda.

O setor industrial tende a ser beneficiado pela forte ampliação nas possibilidades de dedução de tributos pagos em fases anteriores. O Tribunal de Contas da União definiu a alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços em 11,3%. A carta foi enviada uma semana após o Tribunal de Contas da União definir a alíquota da CBS.

O nível assustou boa parte das empresas de diferentes segmentos e o incômodo chegou aos senadores. Os senadores caberão dar a palavra final sobre o tema da reforma tributária. A CNI elenca motivos para pedir adiamento e continuidade por todo o ano de 2027 do período de testes.

Entre as razões estão regulamentação incompleta e instável da CBS e falta de regulamento do Imposto Seletivo. A CNI alerta para o risco de penalizações por erros operacionais inevitáveis diante das dificuldades de adaptação. Fontes mostram indisposição na área econômica com a ideia de adiamento da reforma tributária.

Opinião pessoal de

A opinião a seguir é pessoal de Mariana Almeida e não representa a opinião do MundoTrader.

Considero a solicitação de adiamento da reforma tributária uma medida prudente diante das incertezas regulatórias atuais. O risco de penalizações operacionais devido à falta de regras claras sobre a CBS justifica essa cautela estratégica. Empresas dependerão de maior estabilidade antes que qualquer benefício fiscal se traduza em melhoria real do lucro. Prefiro acompanhar a evolução da regulamentação completa, pois ela definirá o impacto concreto na saúde financeira setorial.