Conforme reportado pelo G1 Economia, a China passou a atuar como exportadora líquida de carne de frango após alcançar o montante de US$ 2,6 bilhões em vendas externas do produto em 2025. Esse cenário decorre de políticas voltadas à segurança alimentar e de aportes tecnológicos que elevaram o volume produzido para patamares superiores ao consumo doméstico, mesmo após o aumento de mais de 50% na demanda individual por aves na última década.
A matéria aponta que os valores dos cortes chineses de peito e coxa chegam a ser entre 10% e 20% inferiores aos praticados por produtores brasileiros. Essa diferença tarifária viabilizou a atração de clientes em regiões como a África e ampliou a participação chinesa em locais como a União Europeia e o Reino Unido, além de servir de parâmetro de pressão em negociações enfrentadas por concorrentes como a Tailândia.
Segundo informações da OCDE citadas pelo veículo, subsídios governamentais corresponderam a aproximadamente 13% da receita bruta dos produtores rurais locais de 2022 a 2024. Contudo, a publicação ressalva que, para manter o ritmo de avanço e contornar restrições históricas, as empresas chinesas ainda necessitam consolidar a confiança internacional sobre seus padrões sanitários e processos de rastreabilidade.
Fonte: G1 Economia · 17/10/2026
