Conforme checagem divulgada pelo g1, publicações disseminadas na internet compararam de forma descontextualizada a recente correção de 15% do Bolsa Família com o percentual de cerca de 6% concedido ao salário mínimo. As mensagens sugeriam uma priorização indevida dos beneficiários do programa de transferência de renda em detrimento dos trabalhadores regidos pela legislação trabalhista.

Segundo informações prestadas pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, o aumento de 15% aplicado ao benefício social teve como objetivo recompor as perdas inflacionárias medidas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor durante um período de três anos em que os repasses permaneceram inalterados. Com a revisão, o patamar básico do programa atingiu 691 reais, com previsão de pagamento médio próximo a 777 reais.

Especialistas consultados pelo veículo enfatizaram que uma comparação equilibrada deve considerar o mesmo intervalo temporal. Enquanto o programa social ficou sem reajuste por três anos, o salário mínimo acumulou avanço de 22,8% em decorrência de reajustes anuais sucessivos, o que garantiu ganhos reais aos trabalhadores entre 2023 e 2026.

Fonte: G1 Economia · 15/10/2026