Segundo informações publicadas pelo G1 Economia, a condução econômica argentina tornou-se pauta nas discussões eleitorais brasileiras após a equipe de Flávio Bolsonaro citar o modelo de Javier Milei, provocando questionamentos de Luiz Inácio Lula da Silva. Os registros oficiais do país vizinho indicam que o Produto Interno Bruto teve crescimento em bases anuais no primeiro semestre de 2026, impulsionado por setores voltados às exportações, como pesca, mineração e agropecuária. Contudo, na medição intertrimestral dessazonalizada, a economia retraiu 0,6% entre abril e junho, afetada pela redução do consumo das famílias, dos gastos públicos e dos investimentos em capital fixo.
A apuração do portal detalha que a inflação argentina registrou forte desaceleração sob a política de austeridade fiscal e corte de subsídios, caindo de quase 290% no acumulado de doze meses para o patamar de 30% em dois anos de governo, com taxa mensal de 1,7% em agosto de 2026. Em contrapartida, setores ligados à demanda doméstica apresentaram retração, com queda nas atividades do comércio varejista e recuo continuado na indústria de transformação ao longo dos dois primeiros trimestres.
No campo social e trabalhista, a fonte relata um agravamento das condições da população com base em levantamentos estatísticos locais. A proporção de habitantes abaixo da linha da pobreza subiu para 32,3% no primeiro semestre de 2026, somando 9,7 milhões de pessoas nos centros urbanos analisados, enquanto a extrema pobreza avançou para 7,5%. O desemprego também demonstrou ligeira alta, alcançando 7,9% no segundo trimestre do ano, cenário acompanhado por um quadro em que quase a metade dos trabalhadores em atividade permanece no setor informal.
Fonte: G1 Economia · 19/10/2026
