De acordo com análise publicada pelo JOTA, as companhias brasileiras enfrentam um cenário de riscos que ultrapassou o perímetro estritamente financeiro para exigir atenção a fatores estratégicos e operacionais. Embora os juros elevados continuem pressionando o custo de capital e elevando pedidos de recuperação extrajudicial, o horizonte próximo inclui incertezas fiscais decorrentes da proximidade eleitoral, além de maior escrutínio do Banco Central sobre liquidez, controles internos e instituições de pagamento.
No campo regulatório e de conformidade, a Resolução CVM 244 retirou a obrigatoriedade de reporte de dados de sustentabilidade nos padrões internacionais para 2026, mas as demandas do mercado por transparência socioambiental persistem. Paralelamente, a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos aumentou a exigência de reforço nas políticas corporativas de prevenção à lavagem de dinheiro e nas relações com terceiros.
Por fim, as mudanças trazidas pela reforma tributária devem forçar a revisão de contratos, modelos de vendas e malhas de distribuição logística de indústrias e varejistas. Ao mesmo tempo, o crescimento das ameaças cibernéticas impulsionadas por inteligência artificial coloca a segurança tecnológica no centro das prioridades da alta gestão corporativa.
Fonte: JOTA · 10/10/2026
