O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, afirmou que o plano de segurança regional lançado por Donald Trump representa uma tentativa de impor cerco e dominação sobre o Brasil a partir de justificativas falsas, segundo relato publicado pelo G1. A coalizão reúne líderes latino-americanos alinhados ao governo norte-americano e formalizou a classificação de facções como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais.

Integrantes do Palácio do Planalto consideram que o pacto estabelece precedentes para intervenções militares estrangeiras na região. Enquanto alguns governos locais aderiram por concordância ideológica direta, outras lideranças participaram da iniciativa para captar recursos externos ou evitar atritos diretos com a administração americana.

Amorim também sustentou que as sobretaxas tarifárias de 25% e 12,5% aplicadas pelos Estados Unidos a mercadorias brasileiras funcionaram como medida de intimidação durante a campanha política. Negociadores brasileiros argumentam que o governo norte-americano usou premissas inverídicas nas sanções comerciais, desconsiderando que o intercâmbio bilateral gera superávit para a economia dos Estados Unidos.

Fonte: G1 Política · 10/10/2026