De acordo com a Fox News, três navios carregados com diesel da Rússia estão navegando pelo Atlântico com destino a portos norte-americanos, enquanto uma quarta embarcação deve partir em breve. O transporte, que soma cerca de 140 mil toneladas métricas de combustível, decorre de um pacto fechado em outubro entre Donald Trump e Vladimir Putin para conter a escalada nos preços internos, pressionados por problemas de fornecimento associados à guerra com o Irã e a bombardeios ucranianos em refinarias.

A iniciativa, confirmada por autoridades russas, provocou forte oposição no Congresso dos Estados Unidos. Parlamentares sustentam que a liberação desrespeita a legislação federal de 2022 que baniu produtos energéticos da Rússia, e o senador Richard Blumenthal exigiu que operadoras marítimas ordenem o retorno dos navios. Por outro lado, um especialista em sanções ouvido pela emissora afirmou que a expedição de licenças específicas está dentro das prerrogativas presidenciais e não invalida o veto geral pré-existente.

O caso gerou ainda mais controvérsia porque parte das embarcações envolvidas é alvo de sanções prévias estabelecidas por potências ocidentais sob acusações de manobras náuticas irregulares. Apesar desses apontamentos internacionais, analistas jurídicos consultados pela fonte indicam que o alcance da autorização emitida pelo órgão de controle financeiro norte-americano dá respaldo para a conclusão dos descarregamentos no país.