Segundo informações divulgadas pelo G1 Economia, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, atuando como porta-voz da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, declarou que o plano governista projeta uma recomposição das contas federais de maneira gradativa, sem rupturas bruscas na condução econômica. A equipe do candidato à reeleição considera inviável a meta de cortar duzentos bilhões de reais em um único ano fiscal e defende alcançar um saldo primário positivo em 2027, acumulando uma recuperação correspondente a cerca de dois pontos do Produto Interno Bruto até o encerramento de 2030.

Em contraste, a campanha do senador Flávio Bolsonaro propõe um enxugamento rápido das despesas públicas para conter o endividamento, buscando reformas estruturais aliadas à diminuição de impostos. De acordo com a publicação, analistas e economistas mantêm cautela em relação a ajustes acelerados de grande volume diante da promessa de preservação de programas de transferência de renda, saúde, educação e reajustes acima da inflação para benefícios previdenciários e para o piso salarial.

A matéria também destaca que avaliações de mercado apontam para a necessidade de equilíbrio nas contas como condição para a redução dos juros e estabilização da dívida nacional. Estimativas da Instituição Fiscal Independente mencionadas pelo veículo apontam que seria exigido um superávit primário anual de 2,1% do PIB para interromper a trajetória de crescimento das obrigações financeiras do Estado.