A campanha eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva registrou formalmente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o canal do WhatsApp denominado "Exército do Lula", coordenado pelo deputado federal André Janones. O procedimento atende a uma determinação do presidente do tribunal, ministro Nunes Marques, após questionamentos jurídicos promovidos pela equipe de Flávio Bolsonaro, que pedia o encerramento da página sob acusação de veiculação de desinformação.

O caso gerou um impasse no tribunal entre Nunes Marques e o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva. Enquanto o presidente da Corte havia suspendido o canal em razão do uso de estrutura massiva de disparos, o corregedor manteve inicialmente a atividade com base na liberdade de expressão e na ausência de elementos suficientes para sanções amplas.

Em parecer técnico preliminar, o TSE não encontrou materiais inverídicos nas mensagens em análise, embora o canal registre publicações que foram posteriormente apagadas ou alteradas. Com a entrega dos dados de registro pela campanha petista, a regularidade da página passou a cumprir as exigências estipuladas pela presidência da Corte.

Fonte: G1 Política · 13/10/2026