Conforme reportado pelo JOTA, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro mudou a ênfase de seus discursos econômicos, passando a priorizar iniciativas que demandam elevação de despesas e busca por fontes de receita. A postura marca um distanciamento da promessa de efetuar um corte de R$ 200 bilhões nos gastos públicos federais, plano que vinha sendo defendido junto ao mercado financeiro, mas que permaneceu sem detalhamento na reta final da disputa eleitoral.

Entre os projetos defendidos pelo senador está a restauração do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos, iniciativa descontinuada após relatórios técnicos apontarem custos que superavam os benefícios de geração de vagas, além de indícios de fraudes. O candidato também propôs estender para dois anos o pagamento do Bolsa Família a beneficiários que superarem a faixa de renda permitida, prometeu ganhos reais para os aposentados e garantiu a preservação dos pisos destinados à saúde e à educação.

Para justificar a cobertura dos gastos, Flávio Bolsonaro sugeriu a securitização de dívidas ativas mantidas com a União, embora grande parte desse total seja avaliada como de cobrança difícil ou improvável. Outra proposta apresentada envolve a reunião de imóveis públicos em um fundo com estimativa de arrecadação de R$ 200 bilhões, modelo que já havia sido objeto de tentativas de implementação em gestões governamentais anteriores.