De acordo com informações apuradas pelo G1, a coordenadora do núcleo econômico da campanha do senador Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou que o Bolsa Família passará a ter uma regra de transição de dois anos caso o candidato vença a eleição presidencial. A proposta estabelece que os beneficiários tenham esse intervalo para conseguir um emprego com carteira assinada ou abrir o próprio negócio, havendo garantia de retorno automático ao programa caso a iniciativa não prospere.
A representante da campanha informou que um eventual governo do Partido Liberal prevê a criação do Ministério da Prosperidade, órgão que atuaria na oferta de crédito e capacitação profissional em conjunto com empresas privadas para auxiliar na saída do benefício. O plano foi anunciado durante a disputa de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contexto no qual Marques defendeu a preservação das proteções sociais aliada a mecanismos de emancipação financeira dos inscritos.
Segundo o G1, o Bolsa Família atendeu cerca de 19,3 milhões de famílias em agosto e teve seu piso reajustado em setembro para 691 reais, com adicionais voltados a crianças, gestantes e bebês. Atualmente, o acesso ao programa exige cumprimento de contrapartidas em saúde e educação, atualização cadastral e limite de renda mensal familiar de até 218 reais por pessoa.
Fonte: G1 Economia · 19/10/2026
