Conforme informações do ZeroHedge, as ações da Boeing registraram uma retração de cerca de 10% nas negociações em Nova York, configurando sua maior queda intradiária em dezoito meses. O recuo foi motivado pelo corte nas metas anuais de entrega de aviões comerciais, justificado pela necessidade de prazo adicional para consolidar taxas de fabricação sustentáveis. Diante desse ajuste, a companhia indicou que não alcançará o objetivo de entregar 500 jatos do modelo 737 e prevê fornecer por volta de 90 unidades do 787 Dreamliner, situando-se no limite inferior de suas projeções.

No desempenho financeiro do terceiro trimestre, a empresa divulgou receita de 24,2 bilhões de dólares, superando as estimativas e crescendo 4% na comparação anual, acompanhada por um fluxo de caixa operacional de 1,5 bilhão de dólares. Contudo, o ZeroHedge aponta que o prejuízo básico por ação ficou em 34 centavos, desempenho pior do que o projetado pelo mercado, com a divisão de aeronaves comerciais acumulando perdas operacionais de 697 milhões de dólares. Enquanto a liderança executiva da fabricante declarou que a recuperação operacional não ocorre de maneira linear, analistas de mercado ressaltaram preocupações com a lucratividade contínua do segmento comercial e a falta de garantias quanto ao fluxo de caixa futuro.