Segundo informações divulgadas pela Fox News Politics, analistas projetam que as receitas do Irã com a exportação marítima de petróleo bruto podem se esgotar em meados de dezembro em consequência de um bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos. Conforme dados da empresa de inteligência energética Kpler citados na reportagem, o estoque flutuante rastreável fora do cerco chegou a zero. Embora represente uma interrupção relevante no fluxo de caixa estatal, especialistas ponderam que a escassez de recursos não implicará um colapso imediato dos gastos das Forças Armadas.

O petróleo responde diretamente por cerca de 30% do orçamento do governo de Teerã, podendo atingir entre 50% e 60% quando somadas rendas indiretas, de acordo com analistas ouvidos pelo veículo. A tendência apontada é que o governo iraniano proteja as despesas militares e repasse o impacto financeiro para a sociedade civil, aplicando cortes em programas públicos, aposentadorias e subsídios, além de recorrer a déficits que aceleram a inflação e corroem o poder aquisitivo da população.

Por outro lado, o setor militar do regime mantém canais próprios de financiamento que mitigam as restrições externas. Conforme dados atribuídos ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e analistas de segurança, as forças armadas iranianas recebem cotas diretas de petróleo para comercialização no exterior e operam redes alternativas de comércio paralelo, o que lhes permite continuar financiando infraestrutura bélica, aquisições de insumos e organizações aliadas.