Segundo informações publicadas pelo TheStreet, o estrategista Michael Hartnett, do Bank of America, destacou preocupações com a sustentabilidade financeira do setor de inteligência artificial. O movimento de valorização das bolsas norte-americanas tem sido acompanhado por gastos vultosos em infraestrutura, chips e energia, o que elevou a dependência de grandes corporações tecnológicas em relação ao mercado de títulos de dívida.

A instituição projeta que os desembolsos de grandes provedores de serviços em nuvem podem alcançar 1,2 trilhão de dólares em 2027. Diante desse volume, companhias como Amazon, Alphabet, Meta e Oracle aumentaram fortemente a emissão de dívida. O analista alerta que uma ampliação nos custos de financiamento ou uma rigidez maior dos credores pode desencadear pressões financeiras e forçar a liquidação de posições em ações.

O relatório observa também que o elevado otimismo entre gestores de recursos deixa pouca margem para desacelerações. Para contextualizar o cenário, o estrategista traçou um paralelo com o ciclo ferroviário do século XIX nos Estados Unidos, no qual o endividamento massivo em infraestrutura gerou colapso financeiro antes que a demanda compensasse os gastos realizados.