Segundo informações publicadas pela Fortune com base em relatório do Goldman Sachs, os bancos centrais ao redor do mundo adquiriram aproximadamente 79 toneladas de ouro em agosto, patamar quatro vezes superior à média mensal observada antes de 2022. O movimento é liderado nominalmente pela China, responsável por cerca de 25 toneladas no período, enquanto instituições de economias desenvolvidas mantêm posições históricas e evitam novas compras vultosas.
Além do volume adquirido, a publicação destaca uma reorganização sobre os locais de armazenamento dessas reservas físicas. Autoridades monetárias vêm transferindo lotes depositados em território norte-americano para centros europeus, a exemplo do banco central holandês, que deslocou dezenas de toneladas para Londres visando maior liquidez em situações emergenciais, e da autoridade francesa, que vendeu ativos em Nova York para recompor estoques na Europa.
Pesquisas citadas pela Fortune revelam ainda que cresce a quantidade de bancos centrais que se recusam a divulgar publicamente onde guardam seus lingotes ou que pretendem ampliar a custódia dentro de suas próprias fronteiras. A tendência reflete apreensões quanto à segurança das reservas e à confiança mútua entre governos diante de atritos diplomáticos e sanções comerciais.
