De acordo com informações publicadas pelo jornal Dawn, o Banco Mundial estima um aumento de 23% nos preços internacionais das commodities ao longo de 2026. A instituição vincula a pressão inflacionária ao encarecimento da energia, a entraves na navegação comercial decorrentes do conflito no Oriente Médio, a dificuldades no escoamento de grãos pelo Mar Negro e à procura intensa por ativos considerados seguros. No segmento de combustíveis, o relatório projeta uma contração de 5,2% no fornecimento global de petróleo, estimando o barril de Brent a um patamar médio de 92 dólares.

A reportagem destaca ainda que os produtos agrícolas devem registrar elevações superiores a 10% em 2026 e acréscimos adicionais em 2027, sob ameaça de agravamento caso o fenômeno climático El Niño e novos incidentes de guerra atinjam patamares severos. Paralelamente, o levantamento prevê valorização de 25% para os metais industriais, impulsionados pela transição energética e centros de dados, enquanto os metais preciosos podem subir 40% diante das incertezas geopolíticas.