Conforme apuração divulgada pelo portal G1 com base em informações da Reuters, o Banco Central do Brasil prepara ações voltadas a frear o endividamento das famílias. A proposta prevê estabelecer tetos para empréstimos sem garantia em conformidade com o rendimento financeiro do tomador, além de exigir que as instituições financeiras realizem análises mais aprofundadas do perfil de risco e detalhem de maneira clara as taxas e obrigações envolvidas na contratação.

O plano surge em resposta a patamares expressivos de dívidas, que consumiram 49,9% da renda familiar acumulada em doze meses até julho, ao lado de um contingente recorde de quase 84 milhões de pessoas inadimplentes apontado pela Serasa. Diante do quadro, a autoridade monetária examina parâmetros regulatórios de outros países, tendo o modelo de Cingapura como referência em decorrência de normas que escalonam o limite de crédito em múltiplos dos salários e estabelecem condições específicas de patrimônio.

De acordo com a matéria, o cronograma prevê implementações graduais e descarta, em sua fase inicial, elevar exigências de capital mínimo aos bancos. Paralelamente, o endividamento doméstico reverberou no cenário político e eleitoral, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotando programas de renegociação e alívio de passivos, enquanto o concorrente Flávio Bolsonaro propõe a aquisição de dívidas pelo poder público e o congelamento temporário de cobranças.