O Banco Central formalizou um pacote com três resoluções com o objetivo de frear o superendividamento e resguardar consumidores vulneráveis, segundo reportado pelo G1. A partir de 31 de março de 2027, as entidades bancárias só poderão realizar abordagens ativas de crédito a pessoas com alto risco financeiro mediante consentimento específico, e as ofertas ficarão restritas a opções vantajosas de renegociação ou portabilidade, sendo vetada a concessão de novos valores por essa via. Os clientes em geral também terão acesso a um recurso para vetar propagandas do setor.

Outra inovação divulgada pela autoridade monetária é a implementação do Painel de Dívidas Consolidadas, agendada para 1º de julho de 2027. O instrumento centralizará os débitos do consumidor inicialmente dentro da própria instituição e, em etapas seguintes, integrará os dados do Sistema de Informações de Crédito e do Open Finance. Além de facilitar o monitoramento do impacto na renda, o sistema exigirá simulações prévias e emitirá alertas para transações de elevado risco.

As diretrizes também alcançam os serviços financeiros vinculados ao Pix a partir de julho de 2027. Será obrigatória a permissão prévia do correntista para a oferta de empréstimos nessas operações, acompanhada de um período mínimo de 24 horas entre a adesão à funcionalidade e a primeira abordagem comercial. O Banco Central assegurou que as transferências regulares instantâneas e os pagamentos a beneficiários permanecerão preservados em sua totalidade.