O Banco Popular da China divulgou um posicionamento a respeito de sua política para o Renminbi, afirmando que o país opera sob um sistema cambial flutuante e administrado, fundamentado na oferta e procura de mercado e balizado por uma cesta de moedas. A instituição financeira destacou que não recorre à desvalorização cambial competitiva para garantir benefícios no comércio exterior, atribuindo o desempenho de suas exportações ao avanço da produtividade industrial nacional.
De acordo com o banco central chinês, a taxa de câmbio é impactada por múltiplos fatores, entre eles políticas monetárias, conjuntura econômica e riscos geopolíticos, sem manter uma ligação direta e linear exclusiva com a balança de transações correntes. O órgão também criticou metodologias internacionais de cálculo de equilíbrio cambial que sustentam a tese de subvalorização do iuane, considerando essas avaliações distorcidas.
A manifestação acrescenta que os desequilíbrios na economia mundial derivam de déficits fiscais contínuos e níveis elevados de consumo em outros países, e não de manipulação de moedas. O plano econômico chinês prevê a expansão da demanda doméstica e a abertura de mercado para apoiar o equilíbrio da economia internacional durante o 15º Plano Quinquenal.
Fonte: Brasil 247 · 09/10/2026
