A Azul estruturou uma operação de financiamento de até R$ 2 bilhões destinada integralmente à aquisição de combustível para suas operações em rotas domésticas, segundo informações do Poder360. A transação conta com a garantia de crédito da União lastreada no Fundo de Garantia à Exportação, mecanismo voltado a resguardar a operação em eventuais cenários de inadimplência.

A iniciativa busca amenizar o impacto financeiro decorrente da expressiva alta no querosene de aviação, impulsionada por conflitos no exterior. Dados do setor indicam que o insumo passou a representar mais de 45% dos custos das companhias aéreas, ante um patamar anterior de cerca de 30% a 32%, gerando gastos não previstos de bilhões de reais para o setor.

O cenário de pressão nos custos também tem motivado reduções na malha aérea de outras empresas, além de mobilizar linhas adicionais de apoio governamental, como o aporte de capital de giro disponibilizado pelo BNDES por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil.