O G1 Economia reporta que o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acumulou crescimento na atividade produtiva e redução do desemprego aos menores índices históricos, mas esses resultados não se converteram em alívio financeiro amplo para a população, cenário refletido na margem apertada de sua vitória eleitoral sobre Flávio Bolsonaro. Analistas indicam que o desempenho da economia não ocorreu de forma homogênea entre os diferentes setores produtivos, beneficiando mais áreas ligadas a preços externos do que segmentos dependentes do consumo doméstico.

Segundo especialistas ouvidos pelo veículo, as vagas geradas focaram principalmente atividades de menor qualificação e salários mais baixos, enquanto a subida contínua nos custos de alimentação continuou a corroer o orçamento das classes de menor rendimento. Somado a isso, o patamar elevado dos juros e o peso do endividamento — que chegou a comprometer 28,7% do orçamento familiar em meados de 2026 — impediram que a expansão da renda média gerasse um desafogo perceptível no dia a dia da maior parte dos lares.