Segundo informações veiculadas pela Revista Oeste, o plenário do Tribunal de Contas da União aprovou por unanimidade as conclusões do Fiscobras 2026, identificando indícios de irregularidades graves em 15 das 24 construções avaliadas, o equivalente a 62,5% do total. Os empreendimentos monitorados contam com recursos provenientes do governo federal e somam mais de R$ 6 bilhões em valores envolvidos.
Entre as fiscalizações efetuadas, o caso de maior relevância orçamentária diz respeito ao sistema metroviário de Teresina, no qual auditorias detectaram distorções de preço e duplicidades contratuais que podem provocar dano superior a R$ 40 milhões aos cofres públicos. Apesar de a equipe técnica ter sugerido a paralisação preventiva da obra, a consolidação aprovada pelo plenário não impôs ordens imediatas de suspensão dos serviços.
A apuração do tribunal determinou a exclusão provisória da análise relativa a Angra 3 em razão da indefinição sobre o prosseguimento do projeto pelo Executivo. Após os encaminhamentos regimentais de remessa dos dados às instâncias legislativas competentes, o processo fiscalizatório foi oficialmente arquivado pela corte.
