Um artigo publicado no portal JOTA discute a urgência de governos desenvolverem diretrizes regulatórias para o emprego de tecnologias de inteligência artificial nos sistemas de saúde. O texto cita considerações das acadêmicas canadenses Colleen Flood e Françoise Baylis para destacar que, embora tais modelos tragam soluções inovadoras, é essencial garantir previamente sua segurança e eficácia clínica.

Para demonstrar a complexidade da ferramenta, a publicação relata êxitos como o sistema CHARTWatch, associado à redução de mortes repentinas em hospital de Toronto, em contraste com falhas como o modelo de sepse da Epic em unidades hospitalares dos Estados Unidos, que errou dois terços dos diagnósticos. O debate também levanta a ampliação em larga escala de eventuais equívocos provocados por sistemas algorítmicos em comparação a erros individuais de profissionais de medicina.

No âmbito brasileiro, o conteúdo sugere a atuação direta da Anvisa no monitoramento e enquadramento de aplicativos comerciais voltados à saúde e ao bem-estar que se proponham a oferecer diagnósticos ou mitigar doenças, reforçando que a proteção da integridade dos pacientes deve guiar a incorporação tecnológica.

Fonte: JOTA · 09/10/2026