Conforme informações publicadas pelo Jornal GGN a partir de dados da Receita Federal e do Ministério da Fazenda, a arrecadação federal somou R$ 239,384 bilhões em setembro de 2026. O montante representou um avanço real de 5,62% em comparação ao mesmo mês de 2025, já descontada a inflação oficial. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, o volume recolhido totalizou R$ 2,351 trilhões, correspondendo a um aumento de 6,97% acima do índice inflacionário.
Segundo o Fisco, o desempenho mensal foi impulsionado pelo incremento nas contribuições previdenciárias, na tributação sobre o comércio exterior e no Imposto de Renda Retido na Fonte sobre aplicações financeiras. As receitas da Previdência refletiram a expansão da massa salarial e ajustes nas alíquotas sobre folhas de pagamento, enquanto a arrecadação ligada a importações cresceu 21,07% em termos reais, motivada pela elevação nas alíquotas médias e pelo maior valor desembolsado em moeda estrangeira.
O resultado de 2026 também recebeu impacto de receitas atípicas e mudanças normativas, incluindo tributos cobrados sobre a exportação de petróleo bruto e quitações extraordinárias de tributos corporativos. O relatório detalha que, caso tais fatores não recorrentes sejam excluídos da apuração, o crescimento real das receitas geridas diretamente pela Receita Federal recua de 5,03% para 3,69% em setembro.
