A gestão do presidente Javier Milei apresentou um programa de desligamento voluntário com o propósito de cortar mais 20 mil postos no funcionalismo federal, segundo o G1 Economia. O plano, previsto para vigorar ao longo de novembro, estipula indenizações baseadas no tempo de serviço e na idade do colaborador, impondo uma restrição de oito anos para retorno a cargos públicos.

O ministro da Desregulação e Transformação do Estado, Federico Sturzenegger, afirmou que a iniciativa visa diminuir os gastos governamentais e viabilizar desonerações tributárias. Dados oficiais indicam que mais de 77 mil vagas estatais já foram eliminadas desde o início do atual mandato. Em resposta ao decreto, a representação sindical dos funcionários públicos, a Associação de Trabalhadores do Estado, convocou manifestações e classificou a medida como uma demissão imposta.

A política de contenção fiscal também ocorre em meio a perdas no mercado de trabalho formal privado, que fechou cerca de 270 mil ocupações no mesmo período, segundo organizações sindicais. Por outro lado, a equipe econômica sustenta a geração de 400 mil colocações considerando trabalhadores autônomos e o setor informal, cuja taxa atingiu cerca de 45% na economia do país.

Fonte: G1 Economia · 19/10/2026