Segundo análise divulgada pelo ZeroHedge, a Arábia Saudita e a estatal Aramco passaram a buscar parcerias internacionais para ampliar suas reservas estratégicas de petróleo fora de suas fronteiras, mirando especialmente o mercado asiático. O objetivo relatado é dobrar a capacidade de armazenamento no exterior, transferindo grandes volumes com antecedência para mitigar riscos na região do Golfo e contornar a dependência exclusiva de sua própria infraestrutura e segurança interna.
A publicação aponta que o reino também atua na viabilização de rotas alternativas de escoamento para driblar potenciais ameaças no Estreito de Ormuz, no Estreito de Bab al-Mandab e no Canal de Suez. Entre as medidas citadas estão o avanço do Corredor Econômico Índia-Oriente Médio-Europa, com redesenho logístico direcionado para descarregar em Omã e utilizar ferrovias na Península Arábica, além de projetos para expandir a capacidade do oleoduto Leste-Oeste saudita para dez milhões de barris diários nos próximos anos.
O artigo acrescenta que essas manobras logísticas e diplomáticas coincidem com incertezas de aliados árabes em relação à proteção fornecida pelos Estados Unidos após ofensivas contra o Irã. Conforme o veículo, esse quadro tem aumentado a receptividade desses governos a garantias de segurança oferecidas por Pequim, o que afeta diretrizes estratégicas norte-americanas delineadas para o Oriente Médio.
