De acordo com uma análise publicada pela Fortune, a economia dos Estados Unidos direcionou uma fatia sem precedentes de seus recursos para o avanço da inteligência artificial, comparável a períodos históricos de euforia financeira como a era das ferrovias no século XIX. Indicadores do Federal Reserve de St. Louis mostram que investimentos em softwares, equipamentos de processamento, centros de dados e pesquisa responderam por 39% do crescimento econômico norte-americano nos primeiros três trimestres de 2025, superando os patamares do auge das empresas pontocom.

Contudo, o retorno desse ciclo pode levar décadas para se consolidar no restante da economia. Segundo dados destacados pelo veículo, o crescimento recente tem se apoiado em um grupo restrito de gigantes corporativas e no consumo das classes de maior renda beneficiadas pela valorização das ações. Paralelamente, o Banco de Compensações Internacionais (BIS) emitiu alertas sobre o fenômeno do financiamento circular, no qual grande parte dos aportes parte das próprias companhias do setor, gerando vulnerabilidades caso a transição para ganhos generalizados de produtividade demore a se materializar.