Conforme noticiado pelo G1 Economia, a Associação Nacional de Restaurantes formalizou uma ação civil pública no Tribunal de Justiça de São Paulo contestando a atuação da Keeta no mercado brasileiro. A entidade solicita a interrupção imediata e o banimento do sistema denominado compra intermediada, por meio do qual restaurantes seriam cadastrados na plataforma sem consentimento prévio, cabendo ao entregador realizar a aquisição física no balcão e repassar o item ao cliente final.
A representação setorial alega que o procedimento compromete o controle das empresas sobre cardápios, preços e padrão das entregas, gerando eventuais distorções concorrenciais e falta de transparência para os clientes. A associação pontua que parcerias consolidadas no segmento contam com diálogo direto, alertando para prejuízos operacionais causados pela perda de gestão das vendas por parte dos estabelecimentos gastronômicos.
Em resposta à reportagem, a Keeta informou não ter sido comunicada formalmente sobre o processo e esclareceu que o formato em debate foi introduzido como um experimento voltado a contornar travas impostas por contratos de exclusividade. A companhia, ligada ao grupo chinês Meituan e em atividade no Brasil desde 2025, sustentou que sua conduta cumpre as exigências legais vigentes no país.
