Informações divulgadas pelo ZeroHedge indicam que, apesar de estimativas apontarem recordes no fornecimento de petróleo bruto dos Emirados Árabes Unidos em setembro e a retomada das operações na refinaria de Ruwais, o restante da infraestrutura energética do país enfrenta dificuldades. Segundo avaliação do analista Karl Miller citada pelo veículo, as atividades ligadas ao gás continuam limitadas, a indústria petroquímica sofre com a escassez de insumos e os estoques de combustível recuaram para aproximadamente um terço dos níveis anteriores aos recentes conflitos.
O levantamento detalha que danos a instalações estratégicas ocorridos ao longo do primeiro semestre de 2026 causaram interrupções severas no país. De acordo com dados oficiais dos Estados Unidos mencionados pelo portal, a extração de petróleo e condensados caiu substancialmente entre março e maio. O texto lista ocorrências em plantas como o polo de gás Shah, o complexo de Habshan, a petroquímica Borouge e em infraestruturas do porto de Fujairah, além de instalações auxiliares da usina nuclear de Barakah.
Apesar dos trabalhos de recuperação em andamento, os reflexos operacionais persistem. Resultados do segundo trimestre da ADNOC Gas reportados pela publicação mostram quedas acentuadas na produção doméstica de gás, nas vendas de gás liquefeito e nas receitas. Embora a capacidade teórica de operação tenha sido registrada em níveis altos, a utilização efetiva dos ativos foi reduzida pela falta de suprimentos e gargalos no transporte, mantendo setores como o de alumínio e o petroquímico funcionando abaixo da capacidade total.
