Segundo levantamento divulgado pelo JOTA com dados da consultoria ágora, as redes sociais consolidaram-se como o espaço central de disputa política no Brasil, superando a influência das estruturas partidárias formais. O estudo ressalta que o público brasileiro consome semanalmente cerca de 29 horas nessas plataformas, índice muito acima da média global, e que mais da metade da população adota esses canais como principal fonte informativa.
Na reta final da campanha, o monitoramento apontou que a oposição concentrou a maior fatia de engajamento em temas de alta repercussão, como debates envolvendo o Supremo Tribunal Federal e declarações presidenciais. Por outro lado, o governo manteve maior visibilidade apenas em pautas propostas por ele mesmo, como o aumento do Bolsa Família e a restrição a apostas digitais, ainda que sob forte contestação.
Conforme a publicação, esse ecossistema digital facilitou a vitória de nomes fortemente associados à atuação online para o Senado e a Câmara, enquanto lideranças tradicionais perderam espaço. A publicação conclui que o futuro Congresso tende a se mostrar mais responsivo a índices de mobilização virtual do que a hierarquias estabelecidas pelos partidos.
Fonte: JOTA · 11/10/2026
