Dados dos Boletins Estatísticos da Previdência Social argentina divulgados pela Agência Brasil e reportados pelo Brasil 247 mostram que a quantidade de novos aposentados na Argentina caiu 53% no primeiro semestre de 2026 frente ao mesmo período de 2024. O recuo expressivo decorre da decisão da gestão de Javier Milei de não renovar a moratória previdenciária, dispositivo que autorizava trabalhadores sem as três décadas exigidas de contribuição formal a regularizarem a pendência para obter o benefício.
O resultado das diretrizes orçamentárias argentinas repercutiu no cenário político brasileiro devido à sua evocação pela equipe econômica do candidato Flávio Bolsonaro, sob a coordenação da economista Daniella Marques, como modelo de ajuste fiscal. Embora a campanha do parlamentar negue cortes em programas sociais e aposentadorias, propostas correlatas no mercado defendem a desvinculação entre a atualização do salário mínimo e os pisos da Previdência Social.
Fonte: Brasil 247 · 13/10/2026
