De acordo com o ZeroHedge, analistas de mercado identificaram um distanciamento relevante entre a sustentação das cotações de terras raras e a desvalorização das ações de mineradoras do setor. O fundo VanEck Rare Earth and Strategic Metals, por exemplo, perdeu mais da metade de seu valor em relação ao ápice registrado em maio, reflexo de pressões macroeconômicas como juros elevados e inflação, além de desafios próprios das companhias.

A publicação relata que, segundo Neal Dingmann, analista da William Blair, o mercado projeta de maneira equivocada um alívio iminente nas restrições de oferta chinesas em decorrência de eventuais negociações diplomáticas. Ao mesmo tempo, os investidores demonstram apreensão com a liquidez dos projetos, uma vez que as empresas enfrentam despesas volumosas imediatas e demoram a colher receitas ou recursos públicos previstos. A equipe da Canaccord também destacou essa discrepância entre a firmeza dos preços dos minerais e a queda expressiva dos papéis.

Com a desvalorização acionária, o ZeroHedge observa que a captação de recursos via emissão de ações se torna mais custosa e diluidora para os investidores. Diante dessa conjuntura, o setor passa a depender de avanços operacionais concretos, cronogramas de financiamento governamental e da dinâmica das restrições de exportação para reverter a tendência de baixa nas avaliações.