Segundo informações do portal TheStreet, análises do Bank of America apontam que a operação de veículos sem motorista da Tesla atingiu uma mudança de ritmo importante, com as milhas sem supervisão acumuladas saltando de 380 mil em julho para cerca de 2 milhões ao término de setembro. O incremento na operação em Austin, impulsionado pela introdução do modelo Cybercab e por atualizações de software, levou os executivos da própria montadora a confirmarem uma multiplicação significativa dessa quilometragem durante o trimestre.

A instituição financeira sustentou a classificação de compra e o preço-alvo de 460 dólares para o papel, embora tenha rebaixado levemente sua estimativa de ganho por ação projetada para 2027. Os números do período mostraram receita de 28,05 bilhões de dólares e margem automotiva em alta, contrapostos por aumentos expressivos nos gastos operacionais e nas despesas voltadas a pesquisa e desenvolvimento.

Por outro lado, o relatório detalhado pelo veículo indica que o avanço operacional deve impor custos substanciais nos exercícios seguintes. As projeções apontam que o fluxo de caixa livre da fabricante entrará em terreno negativo em 2026 e 2027, resultado do aumento nos gastos de capital para ampliação do negócio e de uma correspondente elevação no endividamento da empresa.