O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro ajuizou uma ação civil pública com o objetivo de proteger a liberdade política de servidores e terceirizados da administração municipal da capital fluminense. Segundo o Jornal GGN, a medida judicial responde a denúncias de que trabalhadores estariam sendo constrangidos a atuar em atos de campanha para o pleito de 2026 durante a jornada regular de trabalho, sob ameaça de demissão caso se recusassem a colaborar.

As investigações apontam indícios de ingerência na Secretaria Municipal de Assistência Social e em unidades vinculadas, como centros de referência e conselhos tutelares. Relatos indicam desvio de função, envio de mensagens partidárias com base em cadastros de cidadãos atendidos e oferta de benefícios sociais em troca de votos, com foco em favorecer a campanha da deputada estadual e ex-secretária Martha Rocha. Paralelamente, o Ministério Público do Estado instaurou apuração para examinar contratos entre o município e a entidade responsável pela contratação de pessoal de apoio.

Em resposta aos apontamentos divulgados pelo veículo, Martha Rocha afirmou desconhecer as irregularidades, rebateu qualquer utilização da estrutura pública em sua pré-campanha e defendeu investigações rigorosas. A Secretaria Municipal de Assistência Social declarou ter acatado as diretrizes dos órgãos fiscalizadores para coibir o assédio eleitoral, enquanto a administração municipal informou estar avaliando o teor da intimação.

Fonte: Jornal GGN · 10/10/2026