O Walmart enfrenta contratempos na implementação de sistemas robóticos em sua malha de distribuição nos Estados Unidos. A empresa aportou bilhões de dólares com a expectativa de acelerar o manuseio de produtos e diminuir custos operacionais, mas o TheStreet relata que falhas técnicas e despesas adicionais têm tornado a transição complexa. As dificuldades decorrem em parte da idade dos armazéns, muitos construídos nas décadas de 1980 e 1990, os quais precisam continuar funcionando durante as reformas.

Segundo informações do The Wall Street Journal mencionadas pelo TheStreet, robôs de pequeno porte apresentam quebras recorrentes e caixas de papelão tradicionais se mostraram inadequadas para os novos equipamentos. Além disso, os custos de eletricidade em instalações automatizadas com controle de temperatura subiram expressivamente, chegando a 800 mil dólares por mês em períodos de pico, enquanto a contratação de engenheiros especializados tem encarecido a folha de pagamento em relação aos postos operacionais tradicionais. A integração conta com a parceria da Symbotic, empresa na qual a varejista possui fatia de 12,6%.

Apesar das mudanças nas tarefas executadas nas unidades, a gestão de operações da rede informou que o movimento não deve gerar demissões em larga escala. O Walmart, que emprega mais de 140 mil pessoas em depósitos, prevê direcionar a mão de obra para novas demandas de monitoramento e manutenção de máquinas, sustentando a meta de diminuir rupturas de estoque e aperfeiçoar a entrega de mercadorias às lojas físicas.

Fonte: TheStreet · 12/10/2026